OEMs vêem a América latina como potencial, mas temem um blackout logístico.

SÃO PAULO, BRASIL – esta semana da conferencia Logística Automotiva da América do Sul em São Paulo deixou duvidas se o mercado automotivo do Brasil tem realmente sido um dos melhores do mundo durante a crise mundial. Os participantes alegaram que as vendas e a produção decolou em vendas, mas a infra-estrutura do país poderia gerar um blackout logístico. Os palestrantes encorajaram os fabricantes e os provadores de serviços logísticos a trabalharem juntos, e assim como outras indústrias, persuadir o governo por mudanças.

Esta é algumas das mensagens que surgiram da Logística Automotiva da América do Sul esta semana, onde 120 participantes da indústria automotiva logística da América do Sul discutiram, incluindo executivos da OEMs como Ford, Volkswagen, Fiat, e General Motors, assim como fornecedores e todos os provedores de serviços logísticos.

“Com o programa de incentive do governo, o Brasil conseguiu manter as vendas com uma temporária redução da taxa industrial de produção IPI até junho.” Johnny Saldanha, vice presidente global de compras e fornecedores da América latina, África, e meio Leste. Para a GM, o programa brasileiro de incentivo funcionou de acordo com o esperado e a venda de carro novo neste primeiro trimestre de 2009. A GM estima que o Brasil esta próxima de vender 2.1m carros se a redução continuar depois de junho. O Brasil é um dos poucos lugares no mundo que pode manter o mesmo nível como do ano de 2008, disse Saldanha.

A ANFAVEA, Associação nacional de autopeças, estima que as vendas de veículos podem cair de 3.9% para 2.71m de unidade este ano, a primeira queda desde 2003, porem a menos queda comparado com os outros mercados.

Em outros segmentos, os sinais também são positivos. Davi Lunardi, diretor de Supply Chain de fabricantes de caminhões e ônibus – Iveco América Latina, disse que a venda de caminhões domésticos no Brasil deverá permanecer em 100.000 veículos este ano. A preocupação de Lunardi é com a exportação, que poderá ser somente 10.000-20.000 veículos como resultado da queda em vendas na Argentina e praticamente zero de importação pela Venezuela, em vista de controles governamentais.

Blackout logístico

A economia em recessão talvez irá contribuir para um blackout logístico, de acordo com os participantes de montadoras e provedores de serviços logísticos. Mauricelio Gomes Faria, diretor logístico da Fiat – América Latina relatou que o aumento na venda de carros há dois anos exigiu o máximo da infra-estrutura logística. Caminhões encontram grandes buracos nas maiores rodovias, enquanto os portos estão congestionados, e a ferrovia praticamente não existe.

AL South America Speaker Faria teme que enquanto a economia esta se recuperando, uma infra-estrutura inadequada pode atrapalhar as importação nos portos e aumentar o trafico nas rodovias. Isto poderia realmente afetar o Brasil em 2 anos, ele alega.

Stephen Gruener, diretor administrativo de LSP BMS, concordou que o governo precisa agir urgentemente para solucionar os problemas e infr-estrutura. “O Brasil tem potencial para gerar um grande aumento (de novos negócios), mas os problemas de infra-estrutura deveriam ser resolvidos antes” disse Gruener.

Roberto Murchison, chefe executivo do Porto Terminal Zarate, disse que a Argentina também sofre com o congestionamento fora dos portos, mas tem administrado para evitar um blackout. Cidades como Buenos Aires e Rosario tinham um os piores congestionamento. “A privatização dos portos nos anos 1990 talvez tenha evitado algumas deficiências dos países vizinhos”, segundo ele.

Participantes também sentiram que as iniciativas do governo são muito devagares.O Programa de Aceleracao do Crescimento Brasileiro (PAC) não irá trazer soluções rápidas, pois isto será apenas efetivo em 5 anos, de acordo com Jose Ricardo Chiarello, Chefe de logística da Volkswagen do Brasil. “Nós não temos visto muitas ações neste projeto” disse ele.

Enquanto é claro que ações são mais que necessária, a indústria parece mais incerta sobre o governo.

Jansen Esteves, gerente de comércio exterior e logística América do Sul – Delphi, disse que ações realizadas junto a associações como a Associação Brasileira de Fabricantes de Autopeças – Sindipecas, são melhores do que ações individuais. Ele espera que o setor privado possa trabalhar mais com o governo.

Roberto Avelli, gerente da supply chain da Renault Mercosul, dissertou como a Renault trabalhou com outros setores, como o setor alimentício e marítimo, objetivando reformas e a diminuição do congestionamento no porto de Paranaguá. Karin Schoener da Panalpina descreveu como empresas privadas da indústria farmacêutica obtiveram sucesso em solucionar problemas logísticos de segurança junto ao governo brasileiro.

Estabelecendo links logísticos

Outros projetos positives também foram propostos. Katia Bednikovs, gerente de compras de materiais indiretos Americaa do Sul, alegou que outras parcerias poderiam se feitas nesta indústria e outros setores tem que poupas dinheiro para a crise econômica. Bednikovs propos que Lear, por exemplo, pode ter um auto volume de metais e componentes plásticos para carga pesada. Com um peso Maximo de 25 metric tonnes em certos containers, isto poderia melhorar as metas.

Todavia, Chiarello, Volkswagen, frisaram a importância da logística para a indústria automotiva. “Muitos apenas pensam em logística quando isto se torna um problema para a empresa”, disse ele, “mas eles esquecem que os negócios apenas estão ‘vivos’ por causa da logística” concluiu.

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