Mercedes-Benz volta-se para ferrovia para mover carros para a China

  • Read this in
  • zh-hans
  • ru
  • es
  • en

Russian Railways

O monopólio ferroviário da Rússia, RZD, entregou o primeiro lote de veículos Mercedes-Benz prontos de Bremerhaven, na Alemanha, para Chongqing, na China. A nova rota, que é informalmente conhecida como a nova Rota da Seda, já provou ser uma alternativa viável para o transporte marítimo de veículos da Europa para a China, que leva até 60 dias.

Haviam 112 carros no carregamento inaugural, que foram carregados em vagões ferroviários em Kaliningrado, em colaboração com o provedor de logística Gefco.

Alexei Shilo, diretor comercial da RZD, disse que a viagem de trem pela Bielorrússia, Rússia e Cazaquistão levou 15 dias e que no ano que vem a Mercedes-Benz planeja contratar a RZD para entregar 20 mil veículos ao longo da rota.

Atualmente, há uma forte demanda por carros europeus na China, portanto, o serviço ferroviário tem um bom potencial. De acordo com a fonte de notícias russa Gudok, as montadoras alemãs responderam por 21,6% das vendas totais no mercado do país no ano passado, em comparação a 42% das marcas chinesas.

Shilo disse que há uma crescente demanda por serviços ferroviários para transportar veículos pela Rússia. Além do contrato da Mercedes-Benz, a subsidiária RZD Logistics entregou recentemente 123 veículos Volvo XC60 acabados em contêineres de 40 pés de Chengdu para o terminal ferroviário de Rosva, em Kaluga.

A entrega de carros ferroviários da China para a Rússia vai se tornar mais regular, acrescentou Shilo, com a movimentação de veículos ferroviários na Rússia que deverá chegar a 10% em 2018.

A China, enquanto isso, subsidiou custos logísticos no setor ferroviário de US$100 milhões durante 2017 e este ano deverá ser ainda maior, de acordo com Lyudmila Semyonova, vice-presidente do comitê de logística da Câmara Industrial e Comercial da Rússia. Semyonova disse que a ajuda estatal está melhorando a atratividade comercial do transporte ferroviário como uma opção e que, por causa disso, “muitas das principais empresas de logística do mundo estão considerando projetos nessa área.”